quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tabela Planetária


Sol: Fama, fortuna, brilho pessoal, sucesso, prosperidade, amizade e amor. Relações com pessoas que ocupam posição de destaque. É uma hora indicada para pedir favores e protecção.
Representa o domingo, este dia é ideal para todo o trabalho de magia associado à saúde, ao dinheiro, à prosperidade e ao sucesso. Para a cura; expandir a consciência; reforçar as características positivas da personalidade; atrair boas energias para o futuro; realçar a auto-estima e a auto-confiança; ter mais autoridade, segurança, equilíbrio, novas ideias e sucesso; afirma-se profissionalmente.
Lua: Vidência, sensibilidade, sonhos, viagens, coisas ocultas, mudanças e elevação espiritual. A hora da Lua é óptima para fazer viagens e mudanças definitivas, estipular comissões e para fazer as pessoas mudarem de opinião. Não se deve firmar contratos nesta hora pois serão contractos passageiros.
Representa a segunda-feira, é ideal para todo o tipo de trabalho de magia que envolve cura, intuição, sonhos, desenvolvimento psíquico, assuntos relacionados à mulher e à fertilidade, além de questões emocionais e mentais. Também é um bom dia para viagens, principalmente por água. Para estimular sentimentos de família, maternidade e protecção; aumentar a popularidade, intuição e espiritualidade; abrir os canais do inconsciente por meio dos sonhos.
Marte: Lutas, batalhas judiciais, conquistas, coragem, força, ousadia e aumento de energia. Empreendimentos ousados. Maior incidência de acidentes, disputas e desentendimentos. Favorece os impulsos. Não se deve fazer novas amizades durante esta hora. Representa a terça-feira, é um dia propício para a acção, o investimento positivo e a energia criativa. É o dia ideal para se trabalhar na solução de conflitos, na resolução de problemas familiares ou de relacionamentos, em assuntos que envolvam cirurgias e em questões de autoridade, justiça.
Para concretizar um objectivo seja qual for a área; estimular a criatividade e a praticidade; ter coragem, fibra e ímpeto para dar início a projectos pessoais.
Mercúrio: Assuntos da mente, viagens, resolução de enigmas, estudos e projectos, indicado para estudos místicos e fabricação de medalhas talismânicas, assuntos financeiros, mudanças de casa. É uma hora favorável para a redacção de cartas, estudos e teorias. Momento óptimo para comprar livros e desenvolver trabalhos com impressoras. Óptima hora para chegar a uma conclusão. Representa a quarta-feira, é ideal para cuidar de todos os assuntos relativos à comunicação, a viagens, ao estudo e ao crescimento pessoal. Para desenvolver a espiritualidade e acreditar na força da fé; ter sucesso nos estudos; aumentar o carisma e a auto-estima; estimular o raciocínio, a espontaneidade, a criatividade e a expressão de ideias.
Júpiter: Novos negócios, assuntos financeiros, novos projectos e empresas, promoções, indicado para cerimonias que invocam as forças superiores e para as cerimonias simbólicas. Novos empreendimentos. Toda a espécie de assuntos financeiros e é uma boa hora para resolver questões legais e religiosas. Todas as coisas de valor, sejam de carácter objectivo ou subjectivo, podem ser tratadas nesta hora. Representa a quinta-feira, é ideal para questões que envolvam sorte, empregos, dinheiro e valores, assuntos legais e ligados ao estrangeiro. Para ter fartura, prosperidade, bom humor, jovialidade, a protecção do anjo da guarda, conforto, elevação da espiritualidade, clareza de visão, percepção do futuro; para transmitir conhecimento, ensinar; definir metas.
Vénus: Amor, afeição, uniões, casamentos, pedidos relativos ao amor e amizade, indicado para cerimonias que invocam as forças superiores, tratamentos físicos. Hora para diversão, canto, música, dança, vestuário e luxo. Momento para comprar roupas, perfumes e qualquer artigo do género. Favorece o amor e os estudos das artes. Existe perigo de extravagância. Representa a sexta-feira, ideal para encantamentos relacionados a questões de relacionamentos, à harmonia, à amizade, ao casamento e à criatividade. Para pedir mais harmonia, paz, alegria, amor, união em todos os sectores da vida; ter facilidade em expressar a afectividade e se integrar com os outros; para atrair pessoas e o ser amado; para incrementar a sensualidade, a beleza e os relacionamentos.
Saturno: Rege tudo o que for de natureza durável e responsável, compras de casa ou terrenos, construções e coisas a longo prazo, meditação. Oferece determinação, prudência e maturidade. Governa a Terra. Influencia os estudos avançados e assuntos imobiliários. Hora positiva para lidar com pessoas idosas. Representa o sábado, é ideal para a eliminação de obstáculos, de limitações ou de problemas relacionados a mal-entendidos, heranças, propriedades, terras, transmutação de carma. Para pedir justiça, compreensão de superiores, dignidade, honra, disciplina, estabilidade; a conservação de bens materiais, a realização pessoal, a abertura da mente e a satisfação das necessidades.


Domingo: SOL


Horas do dia Horas da noite

7 Horas: Sol 19 horas: Júpiter $
8 Horas: Vénus 20 horas: Marte $
9 Horas: Mercúrio 21 horas: Sol
10 Horas: Lua 22 horas: Vénus
11 Horas: Saturno – 23 horas: Mercúrio
12 Horas: Júpiter $ 24 horas: Lua
13 Horas: Marte $ 1 hora: Saturno –
14 Horas: Sol 2 horas: Júpiter $
15 Horas: Vénus 3 horas: Marte $
16 Horas: Mercúrio 4 horas: Sol
17 Horas: Lua 5 horas: Vénus
18 Horas: Saturno – 6 horas: Mercúrio




Segunda-feira: LUA

Horas do dia Horas da noite

7 Horas: Lua 19 horas: Vénus
8 Horas: Saturno – 20 horas: Mercúrio
9 Horas: Júpiter $ 21 horas: Lua
10 Horas: Marte – 22 horas: Saturno –11 Horas: Sol 23 horas: Júpiter $
12 Horas: Vénus 24 horas: Marte –
13 Horas: Mercúrio 1 hora: Sol
14 Horas: Lua 2 horas: Vénus
15 Horas: Saturno – 3 horas: Mercúrio
16 Horas: Júpiter $ 4 horas: Lua
17 Horas: Marte – 5 horas: Saturno –
18 Horas: Sol 6 horas: Júpiter $

Terça-feira: MARTE
Horas do dia Horas da noite

7 Horas: Marte 19 horas: Saturno –
8 Horas: Sol $ 20 horas: Júpiter
9 Horas: Vénus – 21 horas: Marte
10 Horas: Mercúrio $ 22 horas: Sol $
11 Horas: Lua – 23 horas: Vénus –
12 Horas: Saturno – 24 horas: Mercúrio $
13 Horas: Júpiter 1 hora: Lua –
14 Horas: Marte 2 horas: Saturno –15 Horas: Sol $ 3 horas: Júpiter
16 Horas: Vénus – 4 horas: Marte
17 Horas: Mercúrio $ 5 horas: Sol $
18 Horas: Lua – 6 horas: Vénus –

Quarta-feira: MERCÙRIO

Horas do dia Horas da noite

7 Horas: Mercúrio 19 horas: Sol
8 Horas: Lua 20 horas: Vénus
9 Horas: Saturno # 21 horas: Mercúrio
10 Horas: Júpiter – 22 horas: Lua
11 Horas: Marte $ 23 horas: Saturno #
12 Horas: Sol 24 horas: Júpiter –
13 Horas: Vénus 1 hora: Marte $
14 Horas: Mercúrio 2 horas: Sol
15 Horas: Lua 3 horas: Vénus
16 Horas: Saturno # 4 horas: Mercúrio
17 Horas: Júpiter – 5 horas: Lua
18 Horas: Marte $ 6 horas: Saturno #

Quinta-feira: JÚPITER
Horas do dia Horas da noite

7 Horas: Júpiter 19 horas: Lua $
8 Horas: Marte 20 horas: Saturno #
9 Horas: Sol $ 21 horas: Júpiter
10 Horas: Vénus # 22 horas: Marte
11 Horas: Mercúrio – 23 horas: Sol $
12 Horas: Lua $ 24 horas: Vénus #
13 Horas: Saturno # 1 hora: Mercúrio –
14 Horas: Júpiter 2 horas: Lua $
15 Horas: Marte 3 horas: Saturno #
16 Horas: Sol $ 4 horas: Júpiter
17 Horas: Vénus # 5 horas: Marte
18 Horas: Mercúrio – 6 horas: Sol $


Sexta-feira: VENUS

Horas do dia Horas da noite

7 Horas: Vénus 19 horas: Marte –
8 Horas: Mercúrio 20 horas: Sol
9 Horas: Lua # 21 horas: Vénus
10 Horas: Saturno 22 horas: Mercúrio
11 Horas: Júpiter # 23 horas: Lua #
12 Horas: Marte – 24 horas: Saturno
13 Horas: Sol 1 hora: Júpiter #
14 Horas: Vénus 2 horas: Marte –
15 Horas: Mercúrio 3 horas: Sol
16 Horas: Lua # 4 horas: Vénus
17 Horas: Saturno 5 horas: Mercúrio
18 Horas: Júpiter # 6 horas: Lua #

SABADO: SATURNO
Horas do dia Horas da noite

7 Horas: Saturno 19 horas: Mercúrio #
8 Horas: Júpiter # 20 horas: Lua –
9 Horas: Marte – 21 horas: Saturno
10 Horas: Sol – 22 horas: Júpiter #
11 Horas: Vénus 23 horas: Marte –
12 Horas: Mercúrio # 24 horas: Sol –13 Horas: Lua – 1 hora: Vénus
14 Horas: Saturno 2 horas: Mercúrio #
15 Horas: Júpiter # 3 horas: Lua –
16 Horas: Marte – 4 horas: Saturno
17 Horas: Sol – 5 horas: Júpiter #
18 Horas: Vénus 6 horas: Marte –


Planetas que não se dão:
Sol +Saturno: provoca oposição.
Lua+Saturno: provoca indiferença.
Lua+Marte: produz versatilidade.
Mercúrio+Júpiter: provoca o desprezo dos outros.
Vénus+Marte: provoca a zombaria.
Marte+Saturno: provoca a oposição.

Planetas que se dão muito bem:
Sol+Marte: luta pela vida.
Sol+Júpiter: possibilidade de honras.
Lua+Júpiter: beneficia a riqueza.
Marte+Mercúrio: beneficia o comércio.
Mercúrio+Saturno: beneficia a inteligência.
Vénus+Lua: beneficia o casamento.
Vénus+Júpiter: beneficia a procriação.
Saturno+Júpiter: beneficia a sabedoria.


DOMINGO: SOLSEGUNDA-FEIRA: LUATERÇA-FEIRA: MARTE
QUARTA-FEIRA: MERCÚRIO
QUINTA-FEIRA: JÚPITER 
SEXTA-FEIRA: VÊNUSSABADO: SATURNO 

FASES DA LUA:

LUA CHEIA: Magia de Amor e Prosperidade para as mulheres, pois para os homens é uma Lua de meditação e relaxamento. Quando você deseja que algo se confirme. Perfeita para qualquer actividade mágica, sobretudo para Magias de Amor, Paixão e Poder.
ATENÇÃO: os pedidos para a Lua Cheia só funcionam nos 3 primeiros dias da fase pois, depois disso, ela já começa a minguar.
LUA CRESCENTE: Magia de Prosperidade e Amor. Para dar continuidade aos seus projectos. Ideal para Magias de prosperidade e crescimento espiritual.
LUA MINGUANTE: Magia para eliminar energias indesejáveis. Ideal para meditação e Magia contemplativa. Época propícia para ritualizar. Os términos, expulsar energias negativas e encerrar etapas. Para se livrar de algo que não lhe faz bem.
LUA NOVA: Meditações e relaxamento, Lua de descanso para as mulheres e Lua de poder para os homens. Perfeita para rituais em que o pedido preza um começo, como um emprego novo, um novo (a) namorado (a) ou uma mudança em sua vida. Tempo de reflexão, conhecida como Lilith, a Lua Negra.

pagina para curtir: https://www.facebook.com/EspiritualidadesEmGeral 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Quartinhas de Barro


Quartinha é um pequeno pote, geralmente de barro, no qual de deposita água sagrada, água purificada ao Orixá e fica ao lado do assentamento do Orixá. O barro da quartinha, assim como nosso corpo, "transpira" e por isso que as quartinhas devem ser sempre de barro pois elas permitem que a água do seu interior evapore, mas deve-se ter um cuidado constante para que a quartinha não seque por completo, pois ela representa um ser vivo e o cuidado que temos com o Orixá.

Na África, todas as eram confeccionadas em barro, as escravas, quando em solo brasileiro, se encantaram, com as porcelanas das sinhazinhas e começaram a utilizar a porcelana, nos assentamentos dos Orixás femininos, porém as quartinhas de porcelana, louça, latão, metal, fazem com que a água fique estagnada o tempo todo e não evapore. Com o passar dos séculos, tradicionalmente ficou estipulado que os Orixás masculinos, possuiriam quartinhas de barro e os Orixás femininos, assim como Oxalá, tanto Oxalufan, como Oxaguiã, poderiam usarem quartinhas de porcelana.

A quartinha representa a respiração da divindade, então quando a divindade necessita dessa respiração, há o ciclo de evaporação da água através dos poros do barro. Aos Orixás masculinos são oferecidos quartinhas de barro sem alça, aos Orixás femininos são oferecidos quartinhas normalmente de louça ou mesmo de barro com alça. 

As quartinhas também são chamadas de Busanguê, Eni, Amoré e outros, dependendo da nação. Colocar quartinha de louça aos pés da divindade, não é uma prática do Candomblé antigo, porque na África não se produz louça. Todos os utensílios ligados ao culto das divindades são feitos na sua maioria de barro e quando não são feitos de barro, é usado terracota ou argila.

 

fonte: http://mariabessem.blogspot.com.br/2012/07/quartinhas-de-barro.html

BANHO DE ABÔ



Dentro das nações de Candomblé existem vários ebós que se destinam à limpeza do corpo e do espírito de um ser vivo. Eles servem para desmanchar tudo de ruim que existe nesse ser, desde o negativo de seu odú, até mesmo, trabalhos de magia negra que foram realizados contra ela.

Dentro desses ebós, existe como complemento, o banho de abô. Esse é preparado com varias ervas que são maceradas em água limpa, e seu processo é complexo: começamos com a escolha do dia em que vamos até a mata para recolhermos as ervas que deverão ser utilizadas na preparação desse banho.

Após a escolha do dia, tanto o zelador como as pessoas que vão lhe auxiliar, devem se resguardar por um período de três dias, sem sexo, bebida alcoólica ou qualquer outro elemento que “suje” seu corpo.

Na véspera de se ir à mata para recolher as ervas, deve-se preparar os presentes para Ossanha a fim de que o mesmo nos permita retirar as Insabas sagradas. No dia seguinte antes do sol esquentar, as pessoas saem do barracão vestidas de branco, e sem conversar nada pertinente ao mundo, adentram na mata para recolherem as ervas que servirão para preparar o banho, que podem variar de caso para caso.

Após recolherem as ervas, as pessoas voltam para o barracão e deixam as Insabas descansarem por um período de no mínimo seis horas para somente depois começarem a preparar o banho. Todo esse processo é restrito às pessoas devidamente preparadas e com tempo de feitura suficiente para se saber como se prepara o abô.

O banho de abô deve ser condicionado em um pote de barro, denominado porrão, também sagrado para os rituais de Candomblé seja ele de qualquer nação.

Após seu preparo o omin eró tem a função de limpar o corpo das pessoas e, no caso de iniciação é ele que vai trazer o Orixá para a terra. Nunca devemos usar esse banho com outra finalidade que não seja a de limpeza, pois seus fundamentos são muito grandes, e após tomarmos esse banho, nem mesmo caboclo ou outra entidade de Umbanda se incorpora em seu médium.

O banho de abô tem muita utilidade dentro do axé orixá, e casa nenhuma deve ficar sem o mesmo, pois sua força é muito grande e, ele tem a força para repelir qualquer aproximação inferior.

Espíritos errôneos jamais se aproximam de uma pessoa que toma esse banho, pois sua essência aproxima de forma direta o Orixá da pessoa e este jamais compactua com espíritos inferiores.

PORQUE O BODE PARA EXÚ, É ESPECIAL

Este Iton nos lembra que tudo que fazemos dentro de nosso culto tem um porque, nada pode ser tirado da cartola como um passe de mágica, portanto lembrem-se que qualquer ebò (oferenda) tem uma finalidade e ninguém pode em nome de Deus tentar ocupar o lugar de Deus e ditar normas. Da Ilha.

Foi à deslealdade do bode que o tornou vítima sacrificial para Exu. Mais importante, todavia, o bode tornou-se a principal oferenda para ele por causa de um débito como Rei da Morte. Irosun- Irete revela como o filho de um Ọdu de Ọrúnmilá chamado Imoton ou “sabe-tudo” aborreceu o Rei da Morte. Para testar o quanto de sabedoria ele realmente tinha, como seu nome indicava, o Rei da Morte deu-lhe um bode para criar para ele, ordenando-lhe que ele trouxesse, anualmente, os filhotes que ele gerasse. Enquanto isso Ọrúnmilá tinha pensado em comprar uma cabra para viver com o bode. Exu alertou-o que esta abordagem não seria aceitável pelo Rei da Morte. Èşu disse a Ọrúnmilá que lhe desse o bode para comer e que ele saberia o que fazer quando chegasse à hora.
Quatro anos mais tarde, o Rei da Morte mandou uma mensagem ao filho de Ọrúnmilá para que lhe trouxesse o bode e suas crias. Nesse momento, Exu pediu que lhe comprasse outro bode que ele também matou e comeu, deixando um de seus membros e a cabeça. Ele usou a para marcar pegadas no chão, simulando o movimento de uma grande quantidade de bodes. Exu também preparou cordas
supostamente usadas para amarrar uma quantidade grande de bodes. Exu em seguida acompanhou Ọrúnmilá para responder ao enigma do rei da Morte. Chegando lá, Exu explicou que quando eles vinham vindos com as crias ao lado do bode, um grupo de bandidos armados os atacou, roubando o bode e seus filhotes. Para substanciar a história, Exu mostrou ao Rei da Morte as cordas usadas para amarrar todos os bodes. Acrescentou que eles tinham matado o bode Original e por isso lhe tinham trazido a cabeça e a pata.
O Rei da Morte então se voltou para Exu dizendo que ele teria de pagar pelo bode perpetuamente.
Exu por sua vez, reuniu as duzentas divindades e disse-lhes que daquela data em diante, se elas quisessem paz e prosperidade deveria sempre lhe oferecer bodes para que ele resgatasse seu débito como Rei da Morte. Esse é o bode que todos nós pagamos a Exu até hoje. Até onde este autor pode verificar, todas as divindades conhecidas recomendam a seus seguidores oferecer, periodicamente, sacrifício de bodes a Exu.

PÓ DE PEMBA



Foto: PÓ DE PEMBA


A Pemba é objecto permanente nos rituais africanos mais antigos que se conhece. Fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos KABANDA e água do Rio Divino U SIL, é empregue em quase todos os ritos e cerimonias, festas, reuniões ou solenidades africanas.

Nas tribos de Bacongo e Congos, é usada a Pemba sob todos os pretextos quando é declarada a guerra – Os chefes esfregam o corpo todo com Pemba para vencer os inimigos; por ocasião dos casamentos – os noivos são esfregados pelos padrinhos com a Pemba para que sejam felizes; o negociante que quer conseguir um bom negócio esfrega um pouco de Pemba nas mãos; em questões de amor então, é bem grande a influência da Pemba, usando-a as jovens como se fosse o pó de arroz, porque dizem trazer felicidade no amor e atrair aquele a quem se deseja.

Contam as Lendas das Tribos Africanas o seguinte sobre a Pemba.

M. Pemba era o nome de uma gentil filha do Soba Li-u-Thab. Poderoso dono de grande região e exercendo a sua autoridade sobre um grande número de tribos. M. Pemba estava destinada a ser conservada virgem para ser oferecida às divindades da tribo, acontece porém que um audaz jovem estrangeiro, conseguiu penetrar nos sertões da África, e enamorou-se perdidamente de M. Pemba. M. Pemba por sua vez, correspondeu fervorosamente a este amor e durante algum tempo gozaram as delícias que estão reservadas aos que se amam.

Porém, não há bem que sempre dure, e o Soba poderoso foi sabedor deste amor e então, numa noite de Luar mandou degolar o jovem estrangeiro e também que lançassem o seu corpo no Rio Sagrado U SIL, para que os crocodilos o devorassem.

Não se pode descrever o desespero de M. Pemba, que como prova da sua dor esfregava todas as manhãs o seu corpo e rosto com o pó extraído dos Montes Brancos Kabanda e à noite, para que seu pai não soubesse dessa sua demonstração de pesar pela morte de seu amante, lavava-se nas margens do rio divino. Assim fez durante algum tempo, porém, um dia as pessoas de sua tribo que sabiam desta paixão e que assistiam ao seu banho, viram com assombro que ela se elevava no espaço ficando em seu lugar uma grande quantidade de massa branca lembrando um tubo.

Apavorados, correram a contar ao Soba o que viram, e este, desesperado quis mandar degolar todos, porém, como eles tinham passado o pó deixado por ela no rio, nas suas mãos e corpo, notaram que a cólera do Soba se esvaía tornando-se bom, e não castigando os seus servos.

Começou a correr a fama das qualidades milagrosas da massa deixada por M. Pemba e, com o nome simples de Pemba, esta atravessou muitas gerações, chegando até aos nossos dias, prestando grandes benefícios àqueles que dela se têm utilizado.A Pemba é objecto permanente nos rituais africanos mais antigos que se conhece. Fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos KABANDA e água do Rio Divino U SIL, é empregue em quase todos os ritos e cerimonias, festas, reuniões ou solenidades africanas.

Nas tribos de Bacongo e Congos, é usada a Pemba sob todos os pretextos quando é declarada a guerra – Os chefes esfregam o corpo todo com Pemba para vencer os inimigos; por ocasião dos casamentos – os noivos são esfregados pelos padrinhos com a Pemba para que sejam felizes; o negociante que quer conseguir um bom negócio esfrega um pouco de Pemba nas mãos; em questões de amor então, é bem grande a influência da Pemba, usando-a as jovens como se fosse o pó de arroz, porque dizem trazer felicidade no amor e atrair aquele a quem se deseja.

Contam as Lendas das Tribos Africanas o seguinte sobre a Pemba.

M. Pemba era o nome de uma gentil filha do Soba Li-u-Thab. Poderoso dono de grande região e exercendo a sua autoridade sobre um grande número de tribos. M. Pemba estava destinada a ser conservada virgem para ser oferecida às divindades da tribo, acontece porém que um audaz jovem estrangeiro, conseguiu penetrar nos sertões da África, e enamorou-se perdidamente de M. Pemba. M. Pemba por sua vez, correspondeu fervorosamente a este amor e durante algum tempo gozaram as delícias que estão reservadas aos que se amam.

Porém, não há bem que sempre dure, e o Soba poderoso foi sabedor deste amor e então, numa noite de Luar mandou degolar o jovem estrangeiro e também que lançassem o seu corpo no Rio Sagrado U SIL, para que os crocodilos o devorassem.

Não se pode descrever o desespero de M. Pemba, que como prova da sua dor esfregava todas as manhãs o seu corpo e rosto com o pó extraído dos Montes Brancos Kabanda e à noite, para que seu pai não soubesse dessa sua demonstração de pesar pela morte de seu amante, lavava-se nas margens do rio divino. Assim fez durante algum tempo, porém, um dia as pessoas de sua tribo que sabiam desta paixão e que assistiam ao seu banho, viram com assombro que ela se elevava no espaço ficando em seu lugar uma grande quantidade de massa branca lembrando um tubo.

Apavorados, correram a contar ao Soba o que viram, e este, desesperado quis mandar degolar todos, porém, como eles tinham passado o pó deixado por ela no rio, nas suas mãos e corpo, notaram que a cólera do Soba se esvaía tornando-se bom, e não castigando os seus servos.

Começou a correr a fama das qualidades milagrosas da massa deixada por M. Pemba e, com o nome simples de Pemba, esta atravessou muitas gerações, chegando até aos nossos dias, prestando grandes benefícios àqueles que dela se têm utilizado.

ACAÇÁ






 

As definições mais elementares do acaçá (àkàsà) é de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvido, ainda quente, em folhas de bananeiras. A definição é correta, mas extremante superficial, pois o acaçá é de longe a comida mais importante do candomblé. Seu preparo é forma de utilização nos rituais e oferenda. Envolvem preceitos e regulamentos bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.
Todos os orixás, de Exu a Oxalá, recebem acaçá. Todas as cerimônias, do ebó mais simples as sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagens fúnebres e tudo o mais que ocorra em uma casa de candomblé só acontece com a presença do acaçá. A vida e a morte no candomblé se processam à partir desta oferenda fundamental, sem a qual nenhum homem seria poupado dos dissabores e percalços do destino. Quando recorremos á história dos orixás, percebemos o grande mal que a humanidade todas as vezes que se afasta do poder divino, representada, nesse caso, pelo poderoso Orun, a morada de todas as divindades, e pelo supremo, senhor do Destino dos Homens. Olodumaré, também conhecido como Olorum (Zambi).
Só existe uma oferenda capaz de restituir o axé e desenvolver a paz e a prosperidade na Terra, ela é justamente o acaçá. Mas o que faz de uma comida aparentemente tão simples a maior das oferendas aos orixás?

Será que todos sabem o que realmente é um acaçá?
Façamos então uma classificação dos elementos que compõem o acaçá para chegarmos à derradeira conclusão. Primeiramente, é preciso esclarecer que a pasta branca à base de farinha de milho (que fica alguns dias de molho e depois passada pelo pilão ou moinho) chama-se na verdade eco (èko). Depois de coxear, uma porção da pasta ainda quente, é envolvida em um pedaço de folha de bananeira para enrijecer (na África é utilizada outra folha, chamada èpàpo), tornando-se, agora sim, um acaçá. (Hoje em dia nós temos a facilidade de encontrar o milho vermelho moído que é o fubá vermelho e o milho branco que é o fubá branco, mais existem sacerdotes que ainda utilizam o ritual de antigamente).
Percebe-se a fundamental importância da folha de bananeira, uma vez que o eco só passa a ser acaçá quando envolvido em uma folha verde que lhe atribui existência individualizada, pois passa a ser uma porção desprendida da massa, assim como e emi, que dá vida aos seres, é, na verdade, uma parte da atmosfera, ou do próprio Olorum, que todos ser leva dentro de si, o sopro da vida, o ar que respiramos.
Portanto, o acaçá é um corpo, o símbolo de um ser. A única oferenda que restituí a redistribui o axé.
É importante insistir que o que faz do acaçá um corpo único, eminente representação de um ser, é a folha, seu poderoso invólucro verde, que lhe confere individualidade e força vital diante do poderoso orun, os orixás e do grande Deus Oludumaré.
Somente a água é tão importante quanto o acaçá, pois não existem substitutos para nenhum dos dois, que são, a exemplo do obi, elementos indispensáveis em qualquer ritual. Ambos configuram-se como símbolo da vida, e é justamente para afastar a morte do caminho das pessoas, para que o sacrifício não seja o homem, que são oferecidos.
O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. E por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-se a comida e predileção de todos os orixás.
Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor do candomblé, pois as regras e diretrizes da religião nunca foram ditadas pela intuição. “Constituem grandes fundamentos cristalizados” ao longo de anos e anos de tradição. Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas fundamento sim, e fundamentos se aprende.
Fundamento é o segredo compartilhado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o orixá.
O acaçá deve permanecer fechado, imaculado até o momento de ser entregue ao orixá. Só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesse de ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. E o segredo do acaçá é enrolar na folha de bananeira, é o que mantém um terreiro de candomblé de pé. Não existe acaçá que não seja enrolado na folha de bananeira..
Entretanto, a imprudência vigora em muitos terreiros e não raras vezes se ouve falar de novas iguarias apresentadas como acaçá. Os mais comuns são os acaçá de pia e de forma. No primeiro caso a massa de ecó, mais grossa, é colocada às colheradas sobre o mármore das pias, onde os bolinhos esfriam antes de serem utilizados nos ritos. Na segunda receita a massa é espalhada em uma forma e posteriormente cortada em quadradinhos. Este é um procedimento incorreto e condenável, e as pessoas que agem assim então fadadas ao insucesso e não podem ser consideradas pessoas de axé.
Não há candomblé sem acaçá, nem acaçá sem folha. A religião dos orixás não admite modificações na essência na essência, e esta comida é essencial, portanto, inviolável. Primeiro vem o acaçá antes dele só a vida. Logo, a folha de bananeira guarda uma vida. Deixar a massa do acaçá exposto é o mesmo que deixar a vida vulnerável. Eis o grande fundamento.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O ACARAJÉ DE ÓYA

O acarajé dos Yorubás da África Ocidental que deu origem ao brasileiro é por sua vez semelhante ao Falafel árabe inventado no Oriente Médio Yansan é Orixá dos ventos e das tempestades, Senhora dos raios e dona da alma dos mortos. A ela são oferecidos os bolinhos feitos de feijão fradinho e fritos no azeite de dendê, o acarajé. Segundo a lenda, a deusa dos ventos, mulher de Xangô, foi a casa de Ifá, buscar um preparado para seu marido. Ifá entregou o encantamento e recomendou que quando Xangô comesse fosse falar para o povo. Yansan desconfiou e provou o alimento antes de entregá-lo ao marido. Nada aconteceu. Quando chegou em casa entregou o preparado ao marido, lembrando o que Ifá dissera. Xangô comeu e quando foi falar ao povo, começaram a sair labaredas de fogo da sua boca. Yansan ficou aflita e correu para ajudar o marido gritando Kawô Kabiesilé. Foi então que as labaredas começaram a sair da sua boca também.

Diante do ocorrido o povo começou a saudá-los: Obá anlá Òyó até babá Inà, ou seja, Grande Rei de Oyó, Pai do Fogo. Essa história explica o nome do acarajé, que vem do yorubá akárà (bola de fogo) e jè (comer).
O escritor Manuel Querino em A arte culinária na Bahia, de 1916, conta, na primeira descrição sobre o acarajé, que “no início, o feijão fradinho era ralado na pedra, de 50 cm de comprimento por 23 de largura, tendo cerca de 10 cm de altura. A face plana, em vez de lisa, era ligeiramente picada por canteiro, de modo a torná-la porosa ou crespa. Um rolo de forma cilíndrica, impelido para frente e para trás, sobre a pedra, triturava facilmente o milho, o feijão, o arroz”.

O acarajé dos Yorubás da África Ocidental (Togo, Benin, Nigéria, Camarões) que deu origem ao brasileiro é por sua vez semelhante ao Falafel árabe inventado no Oriente Médio. Os árabes levaram essa iguaria para a África nas diversas incursões entre os séculos VII a XIX. As favas secas e grão de bico do Falafel foram alternados pelo feijão-fradinho na África.

Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo. O acarajé oferecido ao Orixá Yansan é ornado com nove ou sete camarões defumados, simbolizando “mensan orum” nove Planetas. O acará de Xangô tem uma forma ovalar imitando o cágado que é seu animal preferido. O acarajé também é um prato típico da culinária baiana e um dos principais produtos vendidos no tabuleiro da baiana e são mais carregados no tempero e mais saborosos, diferentes de quando feitos para o Orixá.

A forma de preparo é praticamente a mesma, a diferença está no modo de ser servido: ele pode ser cortado ao meio e recheado com vatapá, caruru, camarão refogado, pimenta e salada de tomates verde e vermelho com coentro. Há uma certa similaridade do acarajé com o abará. A diferença está na maneira de cozer. O acarajé é frito, ao passo que o abará é cozido no vapor.