segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Kijingu (Cargos Angola).


Seguimos então com os termos utilizados dos Cargos Máximos e reconhecidos, dos “mais velhos para os mais novos”:

Nengüa - Sacerdotisa (Kongo) /Mãe de Santo velha.
Nganga - Sacerdote (Kongo) /Pai de Santo velho.
Kimbanda - Feiticeiro.
Mama Nkisi - Mãe de Santo (Kimbundu).
Tata Nkisi - Pai de Santo (Kimbundu).

Mam’etu Ria Mukixi - Sacerdotisa no Angola/Bantu.
Mama Mukixi/ Mam’etu Nkisi (Inquice) ou Inquiciane - Minha ou nossa Mãe de Santo.
Tat’etu Ria Mukixi – Sacerdote no Angola/Bantu.
Tata Mukixi/ Tat’etu Nkisi (Inquice) ou Inquiciane -.Meu ou nosso Pai de Santo.
Cargos principais utilizados e concedidos pelos cargos acima:
Tata Nganga -
 Pai feiticeiro.
Kutala - Herdeiro da casa.
Tata ou Tat’etu Ndenge - Pai pequeno.
Mama ou Mam’etu Ndenge - Mãe pequena

Tata Kambondo/Kambono/Kambundu - Título consagrado aos “homens” que não incorporam. tocadores de Ngoma atabaques, não entra em transe e são responsáveis por várias funções de alta confiabilidade divididos em cargos..

Tata Nganga Lumbitu/Lumbido - Guardião das chaves do Inzó Nzó (Casa de Santo).
Tata Utala - Responsável pelo altar.
Tata Pokó - Consagrado para sacrifícios, mão de faca ou imolações ao Nkisi Nkosi.
Tata Kivonda/Kivanda - Consagrado para sacrifícios ou imolações a outras divindades.
Tata Msaba (Umsaba)/ Kisaba - Consagrado a todas as funções ligadas as folhas.
Tata Kanzumbi/Nzó Vumbi - Responsável pelo Mukondo (Ritual fúnebre), guardião dos antepassados cultuados no Inzó/Nzó (Casa de Santo/Barracão), carregos e despachos de ebós.
Tata Ngimbi/Njimbidi - Cantador.
Tata Kuxika ia Ngombe - Tocador (Kongo).
Tata Muxiki - Tocador (Angola).
Tata Mulonji - Especialmente os filhos do Nkisi Katendê é o responsável pelo encantamento das folhas e cabaças.
Kambondo Mabaia - Responsável pelo barracão.
Tata Mavambu - Filho de Santo, homem, que cuida da casa de Exu. É importante frisar que deve ser pessoa de extrema confiança, e a mulher só deverá cuidar deste espaço sagrado, após menstruar e já esteja na menopausa.
Mama ou Mam’etu Mukamba – Mulher com mais idade, responsável em cozinhar no barracão, e que de preferência não menstrue mais.
Mam’etu Ndemburu - Mãe criadeira da casa.
Mama ou Mam’etu Kusasa - Mãe criadeira.
Kota - Mulher que não entra em transe de incorporação. Em outras nações conhecida também como Ekedi (Ekeji).
Kota Mbakisi - Responsável pelas divindades.
Hongolo Matona - Especialista nas pinturas corporais.
Kota Ambelai - Cuida e atende os iniciados.
Kota Kididii - Toma conta de tudo e mantém a paz.
Kota Rifula - Responsável em preparar as comidas sagradas.
Kota Mutintá - Responsável pelo preparo das tintas sagradas.
Mosoioio - Os (As) mais antigos (as).
Kota Maganza - Título das pessoas acima de 21 anos de obrigações.
Munzenza ou Muzenza - Iniciados.
Mona Nkisi - Filho (a) de Santo.
Mona Muhato wá Nkisi - Filha de Santo (Mulher).
Mona Diala wá Nkisi - Filho de Santo (Homem).
Uandumba - Pessoa em sua fase iniciatória.
Ndumbe - Pessoa não iniciada.

O Barracão da Nação Angola recebe dentro do culto o nome Inzó (Nzó) também Senzala. O termo Inzó é oriundo da linguá Quibundu. no dialeto Umbundu, e que quer dizer Casa ou Terreiro. Divide-se em varias partes rituais e outras litúrgicas, com nomes próprios do culto Angola, como veremos aseguir.

Sambilé - Espaço na casa onde se fazem or rituais públicos e danças ritualisticas.

Angomi Duilo - Cumeeira.

Tamburu - Chão da Casa.

Inzó Pambu Njila - Casa de Exu

Lembaci - Quarto destinado aos Santo do Zelador, junto com o primeiro Santo do Kambondo e da primeira Kota.

Kassimba - Poço.

Indemburo - Ronkó.

Pagodó ou Katuji - Banheiro.

Inzó Kitembo - Casa de Tempo.

Inzó Muzambú - Quarto preparado para jogo de búzios.

Inzó Kassubenka - Casa de assentamentos dos filhos da casa.

Ngoma - Conjunto de 3 atabaques Rum, Rumpi e Lé.

Menen-Menen - Bom dia.

Anangaiu - Boa tarde.

Ingorossi - Boa noite.

Sobre Yemonjá (pelo seu dia 15 de agosto)


                                         
Filha de Olokun, Iemanjá nasceu nas águas. Teve três filhos: Ogum, Oxossi e Exu.

Conta a lenda que Ogum, o guerreiro, filho mais velho, partiu para as suas conquistas; Oxossi, que se encantara pela floresta, fez dela a sua morada e lá permaneceu, caçando; e Exu, o filho problemático, saiu pela mundo.

Sozinha Iemanjá vivia, mas sabia que seus filhos seguiam seus destino e que não podia interferir na vida deles, já que os três eram adultos.

Comentava consigo mesma:

- Ogum nasceu para conquistar. É bravo, corajoso, impetuoso. Jamais poderia viver num lugar só. Ele nasceu para conhecer estradas, conquistar terras, nasceu para ser livre. Exu, que tantos problemas já me deu, nasceu para conhecer o mundo e dos três é o mais inconstante, sempre preparado surpresas; imprevisível, astuto, capaz de fazer o impossível, também nasceu para conhecer o mundo. Oxossi, meu querido caçula, bem que tentei prendê-lo a mim, mas no fundo sabia que teria seu destino. Ele é alegre, ativo, inquieto. Gosta de ver coisas belas, de admirar o que é bonito e é um grande caçador. Nasceu para conhecer o mundo também e não poderia segurá-lo...

Iemanjá estava perdida em seus pensamentos quando viu que, ao longe, alguém se aproximava. Firmou a vista e identificou-o: era Exu, seu filho, que retornara depois de tanto tempo ausente. Já perto de seu mãe, Exu saudou-a e comentou:

- Mãe, andei pelo mundo mas não encontrei beleza igual à sua. Na conheci ninguém que se comparasse a você!

- O que está dizendo, filho? Eu não entendo!

- O que quero dizer é que você é a única mulher que me encanta e que voltei para lhe possuir, pois é a única coisa que me falta fazer neste mundo!

E sem ouvir a resposta de sua mãe, Exu tomou-lhe à força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, pois Iemanjá não poderia admitir jamais aquilo que estava acontecendo. Bravamente, resistiu às investidas do filho que, na luta, dilacerou os seis da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu “caiu no mundo”, sumindo no horizonte.

Caída ao chão, Iemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokun e ao Criador, Olorun. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo, dando origem aos mares.

Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos Orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros, na corte.

Iemanjá que, deste modo, deu origem ao mar, procurou entender a atitude do filho, pois ela é a mãe verdadeira e considerada a mãe não só de Ogum, Exu e Oxossi, mas de todo o panteão dos Orixás.



Dados

Dia: sábado;

Data: 2 de fevereiro; 15 de agosto;

Metal: prata e prateados;

Cor: branco transparente;

Partes do corpo: cabeça (inconsciente e equilibro mental), cérebro (comanda o corpo);

Comida: epo de milho branco, manjar branco com leite de coco e açúcar, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, mamão.

Arquétipo: voluntariosos, fortes, rigorosos, protetores, altivos e algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Têm sentido de hierarquia, fazem-se respeitar, são justos e formais. Põem à prova as amizades que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se perdoam, não esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Tem tendência a vida suntuosa, mesmo se as possibilidades não lhes permitem tal falso.

Símbolo: abebê branco.

domingo, 12 de agosto de 2012

fios de contas de orixás

Dependendo o ritual de cada terreiro deve ser feita uma firmeza (acendendo uma vela, por exemplo) antes de montar a guia.

Para montar uma guia, deve-se estar em silêncio, com respeito. As contas, miçangas, etc. são enfiadas uma a uma no fio. 

Toda guia deve ser fechada e cruzada pelo chefe de terreiro, seja pela Mãe/Pai de Santo ou pelos Guias Espirituais Chefes de seu terreiro. As guias podem ser cruzadas com pemba, ou com um amaci com as ervas do Orixá, ficando de molho por 3 dias e depois estão prontas.

Ter uma guia no pescoço, sem esta estar consagrada e imantada não representa nada, energeticamente falando, seria apenas mais um colar.

Abaixo, os materiais, contas e cores principais dos Orixás e entidades:

Oxalá Contas brancas (leitosa). 

Oxossi Contas verdes. 

Xangô Contas marrons. 

Ogum Contas vermelhas. 

Yemanjá Contas transparentes. 

Oxum Contas de cristal azul claras. 

Yansã Contas amarelas.

Nanã Contas roxas.

Obaluayê Contas pretas com contas brancas. 


Pretos Velhos Contas pretas com contas brancas, lágrimas de Nossa Senhora Sementes, cruzes, figas (arruda, guiné,etc.) 

Crianças Contas rosa e contas azuis, (podem incluir diversas cores), chupetas, etc. 

Caboclos Contas verdes (podem incluir outras cores), sementes, dentes, penas, etc... 

Boiadeiros Contas verdes (podem incluir outras cores), olho de boi, sementes, dentes, pedaços de couro, etc.

Marinheiro Contas de cristal transparente ou leitosas, azuis, brancas.

Baianos Idem aos boiadeiros. 

Exu/Pombo Gira Contas pretas com contas vermelhas; ou contas pretas com contas brancas; além de instrumentos de ferro, aço, etc. 

Malandros Contas vermelhas com contas brancas; além de instrumentos de ferro, aço, etc.

Normalmente as guias são confeccionadas seguindo um "padrão da Casa”.

Na nossa casa as contas para os Orixás, são feitas nas cores descritas na tabela anterior, podendo ser de louça ou de cristal (de acordo com o Orixá e da posição que o mesmo ocupa na coroa do médium). 

Segue-se o seguinte padrão: Firma, conta, miçangas em número correspondente ao orixá, conta, firma. Depois seguimos com: conta, miçangas em número correspondente ao orixá, conta, miçangas em número correspondente ao orixá, conta, etc. Terminando com uma conta antes da firma inicial.

Por Exemplo: 

Iansã (cujo número é 9):

[___]OoooooooooO[___]OoooooooooOoooooooooOoooooooooOoooooooooO


o = Miçangas. (o número correspondente ao orixá, entre uma e outra conta)

O = Conta

[___] = Firma.


Depois de colocada no pescoço a Guia deve alcançar até abaixo do umbigo. 
O Fio de Contas de Exu é colocado no pulso, nunca passando pela cabeça do umbandista. 
O Fio de Contas da Iansã da Casa (que é recebido no batismo) possui as firmas brancas, e as firmas e contas em cor coral, diferentemente da guia que é confeccionada para o Orixá Iansã em uma iniciação do médium.

Cuidados no Manuseio e Uso

São elementos ritualísticos pessoais, individuais e intransferíveis, devendo ser manipuladas e utilizadas somente pelo médium a quem se destinam. 

Deve-se observar que cada indivíduo e cada ambiente, possuem um campo magnético e uma tônica vibracional própria e individual. A manipulação das guias por outras pessoas, ou ainda, seu uso, em ambientes ou situações negativas ou discordantes com o trabalho espiritual, fatalmente acarretará uma "contaminação" ou interferência vibracional. 

Pelos motivos expostos, o uso de guias pertencentes ou recebidas de outras pessoas, é uma pratica normalmente desaconselhável a um médium. 

O Pai/Mãe de Santo, Pai/Mãe Pequenos ou Ogâs podem eventualmente ceder sua guia para uso de algum médium durante uma sessão específica, caso o mesmo encontre-se sem sua própria guia.

Enquanto estamos usando as guias devemos observar algumas recomendações:

Não se alimentar (exceto em ritual). 

Não ingerir bebidas alcoólicas (exceto em ritual). 

Não manter relação sexual. 

Não ir ao banheiro 

Não tomar banho. 

Em qualquer destes casos, deve-se retirar a guia e guardar, ou entrega-la para o Pai/Mãe de Santo, Pai/Mãe Pequenos ou Ogâs para que tomem conta das mesmas.

Como vimos as guias são elementos ritualísticos muito sérios e como tal que devem ser respeitados e cuidados. Seu uso deve se restringir ao trabalho espiritual, ao ambiente cerimonial (terreiro) e aos momentos de extrema necessidade por parte do médium. Utilizar a guia em ambientes ou situações dissonantes com o trabalho espiritual, ou por mera vaidade e exibicionismo, é no mínimo um desrespeito para com a vibração a qual representam.

Devem ser sempre limpas e guardadas no terreiro ou em algum lugar longe do alcance e visão dos curiosos. Lembre-se que as guias são objetos sagrados e como tal devem ser tratadas.

Um detalhe importante é de tempos em tempos, descarregarmos nossas guias com água do mar ou da chuva, e depois energizá-las com amaci, buscando sempre o aconselhamento de um dos dirigentes sobre como proceder.

fonte: http://ofensaaumbandanao.blogspot.com.br/2010/05/fios-dde-contas-de-orixas.html

Cargos no Candomblé


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Cargos no Candomblé


Olóyès , Ogãns e Àjòiès 

Iyalorixá/Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo, é o posto mais elevado do ILê; tem a função de iniciar e completar o ato de iniciação dos olorixás. 

Iyaegbé/Babaegbé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia. Posto paralelo ao da Iyalorixá ou Babalorixá. 

Iyalaxé: Mãe do axé, a que distribui o axé. É quem escolhe os Oloyes de acordo com as determinações superiores. 

Iyakekere: Mãe pequena do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos no Ilê. 

Ojubonã: É a mãe criadeira. 

Iyamoro: Responsável pelo Ipadê de Exú. Junto com a Agimuda, Agba e Igèna. 

Iyaefun/Babaefun: Responsável pela pintura dos Iyawos. 

Iyadagan: Auxilia a Iyamoro e vice-versa. Também possui sub-postos Otun-Dagan e Osi-dagan. 

Iyabassé: Responsável no preparo dos alimentos sagrados. Todos Olorixás podem auxiliá-la, sendo ela a única responsável por qualquer falha eventual. 

Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando. E usa toalha de Orixá no ombro. 

Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos em obrigações de “cantar folhas”. Geralmente filhas de Oxum. 

Aiybá: Bate o ejé em grandes obrigações. Tem sub-posto Otun e Osi. 

Ològun: Cargo masculino, despacha aos Ebós das grandes obrigações, a preferência é para os filhos de Ogun, depois Odé e Oluwaiyê. 

Oloya: Cargo feminino, despacha os Ebós das grandes obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya. 

Mayê: Mexe com as coisas mais secretas do Axé, ligadas a iniciação do Adoxú. 

Agbeni Oyê: Posto paralelo a Mayê, divide a mesma causa. 

Oyê: Se relaciona com a Yaefun/Babaefun; ou seja, coisas de AWO para iniciação. 

Olopondá: Grande responsabilidade na inicição, no âmbito altamente secreto.

Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar de obrigação. 

Kólàbá: Responsável pelo Làbá, simbolo de Xângo. 

Agimuda: Relação com o Ipadê de Exú. Aquela que carrega a espada. Titulo feminino usado no culto de Oya e Geledé. 

Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé. 

Iyasíhà Aiyabá: é quem segura o estandarte de Oxalá. 

Omolàra: Posto de confiança. 

Sarapegbé: Mensageiro de coisas civis e de awo. 

Akòwé Ilê Xangô: É a Secretária da casa de Xângo. Zelo, Orô e compras. 

Babalossayn: Responsável pela colheita das folhas. Cargo de extrema importância. 

Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Traz axé de Ogun. Trabalha em conjunto com Iyalorixá/Babalorixá, Oloyês e Ogans. Não pode errar. Responsável direto pelos sacrifícios do ínicio ao fim do ato. Soberano nestas obrigações, é quem se comunica com o Orixá para quem se destina a obrigação, transmitindo à Iyalaxé as respostas e mandamentos. Deve ser chamado de Pai. E também possui sub-posto Otun e Osi. 

OgaláTebessê: Dono dos toques, cânticos e danças. Trabalha em conjunto com o Alagbê, possui sub-posto Otun e Osi. 

Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos Ilùs, os instrumentos musicais sagrados. Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a ALVORADA mais ou menos 40 min. Se um autoridade de outro Axé chegar ao Ilê, o Alagbê, tem de lhe prestar as devidas homenagens “dobrar o Ilù” oferecer até sua própria cadeira. Também possui sub-posto Otun e Osi. 

Alagbá: Ambito civil do Axé. 

Àjòiè: Camareira do Orixá. Ekédi. 

Ojuoba: Posto de honra no Ilê Xangô e possui sub-posto Otun e Osi. 

Teololá: Aquela que acompanha os Obas de Xangô. 

Sobalóju: Título masculino e feminino. Sendo o mais importante e atraente, o preferido do rei. 

Mawo: Grande confiança. 

Balógun: Título ligado ao Ilê Ogun. 

Alagada: Ogan que cuida das ferramentas de Ogun. 

Balóde: Ogan de Odé. 

Aficodé: Chefe do Aramefá (6 corpos) ligado ao Ilê Odé. 

Ypery: Ogan ou Àjòiè de Odé 

Alajopa: Pessoa de Odé, que leva a caça para ele. 

Alugbin: Ogan de Oxalufan e Oxaguian que toca o Il¦ù dedicado a Oxalá. 

Assogbá: Ogan ligado ao Ilê Omolú e cultos de Obaluaiye, Nanã, Egun e Exú. 

Alabawy: Pessoa que trabalha na área jurídica e que cuida dos interesses civis do Axé. 

Leyn: Pessoa do Ogun ou Odé, que zela Ogun. 

Alagbede: Pessoa que trabalha no ramo de ferro e metais e forja as ferramentas do Axé. 

Elémòsó: Ogan ou Àjòiè de Oxaguian, ligados ao Ilê Oxalá. 

Gymu: Àjòiè de Omolu, que cuida de tudo que se relaciona a Omolu, Nanã e Ossany. 

Kaweó: Ligado ao Ilê Ossaiyn. 

Ogòtún: Ligado ao Ilê Oxun. 

Oba Odofin: Ligado ao Ilê Oxalá. 

Iwin Dunse: Ligado ao Ilê Oxalá. 

Apokan: Ligado ao Ilê Omolú. 

Abogun: Ogan que cultua Ogun. 
  
  
Babalorixá ou Iyalorixá 




É o cargo mais alto dentro de uma Casa de Santo ou Ilê. É o Zelador ou Zeladora, aquele que cuida dos Orixás, que inicia os noviços, suspende e confirma Ogans, apresenta e confirma Ekedis, Olossães, Axoguns, etc. O Babalorixá ou Iyalorixá é o ponto de equilíbrio, a cabeça de uma Casa. O Zelador ou Zeladora trabalha como uma espécie de guia e mentor espiritual, aconselhando, discutindo, desenvolvendo métodos para o melhor andamento da Casa. É dele ou dela a palavra final sobre tudo o que será realizado, pois é o Zelador (Babalorixá) ou Zeladora (Iyalorixá), aquele que está mais próximo do Orixá regente da casa. Todos os filhos, Ogans, Ekedis; Axoguns, etc., voltam-se para ele, pois os Orixás da cabeça destes, servem ao Orixá regente da Casa, numa situação de humildade que deve ser acompanhada pelos demais, facto que nem sempre acontece, pois existem aqueles que deixam a importância dos seus cargos subir-lhes à cabeça, extrapolando a sua autoridade. O Babalorixá ou Iyalorixá é o ponto de equilíbrio, pois ele ou ela é o formador dos demais cargos existentes no culto. O tempo exacto para que alguém assuma o cargo de Babalorixá ou Iyalorixá é de sete anos de iniciado, pois antes disso a pessoa não se encontra capacitada para iniciar outras pessoas no Culto. É o único cargo onde o tempo devido deve ser respeitado, para que haja harmonia.



Babá-Kekerê ou Iyá-Kekerê



Significa Pai-Pequeno ou Mãe-Pequena. São os segundos dentro da hierarquia de uma Casa de Santo. São os substitutos eventuais do Babalorixá ou Iyalorixá. Eles têm a função de orientar, educar, mostrar o melhor caminho aos filhos da Casa. São os supervisores gerais do bom funcionamento e cabe a eles, em primeira instância, inspeccionar a conduta, higiene e necessidades dos filhos-de-santo. É o Pai, ou a Mãe-Pequena que assume, caso o Zelador ou Zeladora esteja fora ou incorporado com o Orixá. Neste caso exercem a mesma função do Zelador ou Zeladora, procurando manter bem equilibrado o Axé. Cabe também a eles a manutenção da Casa, para que não haja falhas no sistema. A sua função é da mais alta importância, pois na condição de substituto directo, é quem recebe todas as cargas e distúrbios que porventura aconteçam. Para exercer o cargo de Babá-Kekerê ou Iyá-Kekerê é preciso que a pessoa seja feita (iniciada dentro do Santo) e que tenha um mínimo de sete anos de feito, pois neste cargo exige-se experiência e muita tranquilidade, humildade, entendimento e resignação, além de sabedoria, competência e calma.



Ogan



Não pode ser considerado, tão-somente, o tocador de atabaque. O Ogan é uma figura importante dentro de uma Casa de Santo, pois ele actua como uma espécie de fiscal, ajudando na coordenação dos rituais. É da competência do Ogan a manutenção e preparação dos couros para os atabaques; coordenar os toques, entoando as cantigas dentro das sequências correctas. É também função do Ogan – juntamente com o Babalorixá ou Iyalorixá – entoar as rezas feitas nas obrigações e demais rituais. O Ogan principal é o Alabê, uma espécie de chefe dos Ogans, que coordena, trabalha e actua na boa conduta dos demais tocadores. O Ogan passa por dois estágios: o período de suspensão, quando ele é indicado pelo Santo da Casa, e o da confirmação, quando ele passa pelas obrigações de Roncó.



Ekedi



A Ekedi em seu papel de Mãe exerce a função de Dama de Honra do Orixá regente da Casa. É dela a função de zelar, acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apetrechos do Orixá da Casa, além dos demais Orixás, dos filhos e até mesmo dos visitantes. É uma espécie de “noiva” que actua sempre ao lado do Orixá e que também cuida dos objectos pessoais do Babalorixá ou Iyalorixá. O cargo de Ekedi é muito importante, pois será ela a condutora dos Orixás incorporados no Egbê (barracão ou sala de festividades) e dela é a responsabilidade de recolhê-los e “desvirá-los”, observando as condições físicas daqueles que “desviraram”. O procedimento para se tornar Ekedi é o seguinte: primeiramente ela é apresentada – não suspensa, como o Ogan – e logo depois será confirmada, com as obrigações de Roncó.



Olossãe ou Babalossãe



É outro cargo da maior importância dentro do Axé, pois cabe a ele – e digo “ele” pois trata-se de um cargo estritamente masculino – o recolhimento e escolha das ervas que vão entrar nos rituais. O Babalossãe é quem procura, reza, cata e macera as ervas, num ritual de grande importância, pois sem folhas nada pode ser feito dentro de uma Casa de Santo.



Axogun



Cargo masculino. É aquele que cuida dos animais a serem sacrificados para os Orixás e aquele que os sacrifica. É ele que vai cuidar da alimentação dos animais, do seu banho (ossé) antes das matanças. Cabe a ele também abrir os bichos já sacrificados e separar os Axés (miúdos), além de tratar do couro e passá-los para os Ogans. Para se chegar ao cargo de Axogun é preciso ter aquilo a que se chama “Mão de Faca”, que é a autoridade para fazer os sacrifícios animais. Diga-se de passagem, os Ogans também actuam como Axoguns, desde que tenham a “Mão de Faca”.



Yabassé



Cargo feminino. É aquela que cuida, separa ingredientes e executa a comida do Santo. Chamada a cozinheira do Axé, é dela a obrigação de ver aquilo que o Santo mais gosta e executar os trabalhos de cozinha. A Yabassé faz também a comida que será oferecida aos visitantes nos dias de festa na Casa. Para exercer esse cargo é preciso que a mulher seja iniciada no Santo e receba a autorização do Pai ou Mãe-de-Santo para ser a cozinheira oficial dos Orixás.



Dagã



Cargo feminino. É aquela que vai cuidar da casa de Exú. Está sempre presente na cerimónia do Padê (que é a reunião para despachar Exú, ou seja, levá-lo para fora para que tome conta dos trabalhos). É a Dagã que vai tratar dos Exús da Casa, mantendo sempre tudo limpo, aceso e abastecido com os ingredientes da preferência de Exú, tais como o oti (cachaça), epô pupá (azeite de dendê), oyn (mel), etc..



Ebomi



São aqueles feitos com mais de sete anos de iniciação. Eles agem na Casa como irmãos mais velhos, orientando os mais novos na conduta e procurando ajudar em tud o que é possível.



Vodunci



São aqueles feitos com mais de três anos de iniciação. Trabalham para a manutenção da Casa, além de ajudar os mais velhos nas actividades.



Yawôs



São os noviços ou noviças de zero a três anos. Estão no período de aprendizagem sobre os fundamentos da Casa. Cuidam de tudo, desde a limpeza até às obrigações.



Abian



É o iniciante. Aquele que está dando os primeiros passos no Candomblé e que terá o seu futuro, a nível de culto, decidido pelo Pai ou Mãe-de-Santo. Ajuda no que é possível.



Iá-Efun



É um cargo feminino. Cabe à Iá-Efun o preparo do atim, ou seja, dos pós que irão dar o desenho da família. É aquela que irá pintar a/o Yawô nas saídas de Santo, aquela que vai “marcar” com o atim, a pemba ralada, a/o Yawô com as cores e formas daquela determinada tribo. Para assumir este cargo é preciso ser iniciada no Santo e ter, no mínimo, sete anos de feitura.



Peji-Runtó



Nos rituais são utilizados muitos elementos, tais como: pembas, temperos, faca, navalha, tesoura, além do obi e orogbô, ervas, favas, toalhas, entre outras coisas. O Peji-Runtó é aquele que vai preparar a mesa, digamos assim. É aquele que vai dar condições ao Babalorixá ou Iyalorixá de desempenharem as suas tarefas, podendo concentrar-se ao máximo, sem preocupação de que este ou aquele elemento esteja faltando ao ritual. O trabalho de Peji-Runtó torna-se, assim, muito importante para o bom desempenho e andamento dos rituais.

fonte: http://soberanayemanja.blogspot.com.br/2011/01/cargos-no-candomble.html